segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Uso do Ábaco
O Ábaco surgiu por volta de
2.400 a.c, e esta ligado ao desenvolvimento dos conceitos de contagem. Na idade
média o ábaco era usado pelos romanos para a realização de cálculos.
O ábaco pode ser considerado
como uma extensão ao ato natural de se contar nos dedos. Emprega um processo de
calculo com sistema decimal, atribuindo a casa ... um múltiplo de dez, o uso do
ábaco é utilizado para ensinar ás crianças as operações de somar e subtrair.
O uso do ábaco facilita a
técnica do calculo mental como outras:
- Aumento da Velocidade
auditiva;
- Cálculo Mental;
- Observação mais atenta;
- Visualização apurada;
- Melhora a concentração e
memorização, principalmente com os números.
Forma de Contagem
O ábaco é um antigo
instrumento de cálculo, formado por uma moldura retangular com bastões ou
arames paralelos, dispostos no sentido vertical, correspondente cada um a uma
posição (unidades, dezenas) e nos quais estão os elementos de contagem
(bolinhas, fichas), que podem fazer-se deslizar levemente. Cada bastão é
composto por dez bolinhas.
Tabela com diferentes tipos
de Ábacos
|
Diferentes tipos de Ábacos
|
Momento Histórico
|
Período
|
Utilidade
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|
Ábaco
Mesopotâmico
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Idade
Média
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2700-2300
a.c
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Cálculo
|
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Ábaco
Babilônico
|
Mesopotâmia
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+ ou –
2.400 a.c
|
Cálculo
e Alfabeto
|
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Ábaco
Egípcio
|
Idade
Antiga
|
4.000
a.c
|
Cálculo
|
|
Ábaco
Grego
|
Grego
Antigo
|
1846
ou 3.000 a.c
|
Cálculo
|
|
Ábaco
Romano
|
Idade
Média
|
Séc XIII
á XIX
|
Cálculo
|
|
Ábaco
Indiano
|
Era
Cristã
|
Séc I
á V
|
Cálculo
|
|
Ábaco
Chinês
|
Era
Cristã
|
Séc I
á XIV
|
Cálculo
|
|
Ábaco
Japonês
|
Até
os dias atuais
|
Séc
XVI
|
Cálculo
|
|
Ábaco
dos Nativos Americanos
|
Antiga
Cultura Ásteca
|
Séc
XIV á XVI
|
Cálculo
|
|
Ábaco
Russo
|
Antiga
União Soviética
|
Séc
XIX
|
Cálculo
|
|
Ábaco
Escolar
|
Atualmente
|
Séc
XIX...
|
Cálculo
|
Ábaco Indiano
Ábaco Escolar
Ábaco Russo
Ábaco Mesopotâmico
domingo, 15 de setembro de 2013
Construção do Conceito de Números
Adição
A adição
está associada às ideias intuitivas de
juntar, reunir, acrescentar, essas ideias que adquirimos na vida é o
ponto de partida para o aprendizado.
O calculo
mental estimula a compreensão do sistema de numeração decimal, e ele deve
sempre ser praticado, para que com o decorrer do tempo possamos criar nossas
próprias técnica de calculo. É notável que as crianças acostumadas a
desenvolver o calculo mental demonstram
ser mais seguras e mais autônomas, para
facilitar esta prática podemos utilizar o ábaco simplificado para adicionar.
Subtração
A
subtração é o ato de retirar, que envolve comparação e uma ideia de completar.
Em uma subtração sempre que o primeiro número é diminuído de uma certa
quantidade e o segundo número permanece inalterado, então a diferença fica
diminuída da mesma quantidade.
Para
melhor compreensão podemos utilizar o ábaco para subtrair na técnica da
compensação porque primeiro é preciso compreender a propriedade para depois
subtrair.
Maria Montessori – Dedicou-se
a educação de crianças especiais, para ela a criança tem necessidade de
mover-se com liberdade dentro de certos limites desenvolvendo sua criatividade.
Material de contas – É
destinado a representar os números sob forma geométrica
Material Dourado – é destinado a atividades que
auxiliam o ensino e a aprendizagem do sistema de numeração decimal- posicional
e dos métodos para efetuar as operações fundamentais.
Divisão
Em matemática,
quando propomos dividir, esta subentendido que a divisão deve ser feita em
partes iguais.
Para que
atinja essa compreensão é preciso realizar em trabalho em que as crianças vivem
experiências como situações em que elas espontaneamente, reparte, dividem,
distribua como nas atividades em sala, brincadeiras e jogos, ou até mesmo o
lanche. Devemos analisar com elas quais critérios foram usados para dividir, e
se essa divisão foi em partes iguais.
Como por
exemplo, dividir 10 bolas de futebol entre 4 pessoas, não foi exigido que a
divisão fosse feita em partes iguais.
Existem
situações nas quais é possível o fracionamento daquilo que esta sendo dividido,
porém existem também situações onde não é possível este fracionamento, nos
conduzindo ao estudo de números naturais
0,1,2,3,4,5...que são divisões que deixam resto ou divisões exatas. Por
exemplo, a divisão de 10 por 4 deixa resto 2 e divisão de 10 por 5 é exata.
A
subtração e a divisão não são comutativas, na adição e multiplicação não
importa a ordem das parcelas, entretanto na divisão não ocorre o mesmo, pois 6
dividido por 2 não é o mesmo que 2
dividido por 6, não é possível trocar o dividendo pelo divisor.
Comumente
observamos o professor, que resolve um exercício "de cada tipo", como
exemplo.
Depois as
crianças resolvem uma série de outros parecidos, com isso não fazem mais do que
repetir instruções os alunos se acostumam a receber todo o conhecimento pronto,
dado pelo professor que diz o que deve ser feito, indica e corrige os erros. Os
alunos não pensam, não discutem.
A
experiência tem mostrado que esse método, em geral, não amplia a compreensão
sobre as
Operações,
ou outro assunto qualquer. Para modificar este quadro é necessário deixar que
ela mesma crie métodos de resoluções para seu problemas, pedindo que as
crianças deem sugestões em voz alta, proporcionado discussões sobre as possibilidades. Em resumo o diálogo
é indispensável, pois crianças precisam ser estimuladas a ter ideia e a falar
sobre suas ideias.
Multiplicação
A
multiplicação é uma das operações fundamentais na aritmética, muitas vezes
utilizada para substituir a adição.
Para
compreendermos utilizamos a ideia de parcelas iguais e de representação
retangular, a proporcionalidade e o raciocínio combinatório, é interessante que
os alunos compreendam o porquê de algumas passagens, e o uso do material
dourado facilita essas justificativas.
Antes de
trabalhar com algarismos das operações os alunos devem ter compreendidos o
agrupamento e troca existentes no sistema de numeração decimal, tendo a
oportunidade de criar seus próprios métodos de resolução.
Nas
séries iniciais é interessante trabalhar a multiplicação sempre em
situações-problema para que os alunos tenham a oportunidade de reconhecer o uso
dessa operação em diferentes situações.
Raciocínio
Combinatório
Ex. Vou viajar mais não gostaria de levar
muita roupa. Se levar 3 blusas e 2 saias, quantos dias poderei usar essas
roupas sem repetir a mesma saia com a mesma blusa?
Para
obter a resposta basta multiplicarmos 2 x 3
O interessante, neste tipo de situação, é proporcionar aos alunos
material concreto, como blusas e saias diferentes em quantidade suficiente,
para que possam organizar todas as possibilidades e a partir da resolução de
vários problemas desse tipo observar a operação que os resolvem
Proporcionalidade
Uma das
ideias mais importantes na Matemática é a proporcionalidade, Ex. Para fazer uma
pipa do tipo maranhão, Marcos comprou 3 varetas. Se quisesse fazer 6 pipas
iguais a essa, quantas varetas precisaria comprar?
Ao
trabalharmos esse tipo de problema não é interessante indicar para os alunos
que a multiplicação o resolve. Mostre-lhes que existe uma proporcionalidade
entre o número de varetas e a quantidade de pipas que serão feitas.
História da Matemática
Os textos matemáticos (em escrita cuneiforme) mais antigos foram encontrados na Mesopotâmia. Na China, é inventado o ábaco, primeiro instrumento mecânico para calcular. São criadas as tabuadas e o cálculo de área é desenvolvido. Estas coisas aconteceram entre 3000 e 2500 a.C.
Aproximadamente em 1600 a.C., é escrito o papiro de Rhind, principal texto matemático dos egípcios, este contem regras para o cálculo de adições e subtrações de frações, equações simples de 1º grau, diversos problemas de aritmética, medições de superfícies e volumes.
De 550 até 450 a.C., é estabelecida a era pitagórica, caracterizada por grandes conhecimentos na geometria elementar, como o teorema de Pitágoras. Os pitagóricos foram os primeiros a analisar a noção de número e estabelecer as relações de correspondência entre a aritmética e a geometria. Definiram os números primos, algumas progressões e a teoria das proporções.
O matemático grego Erastótenes idealizou um método com o qual pôde medir a circunferência da terra, isto ocorreu entre 276 e 194 a.C.
No ano 1100, Omar Khayyam desenvolve um método para desenhar um segmento cuja longitude fosse a raiz real positiva de um polinômio cúbico dado. Em 1525, o matemático alemão emprega o atual símbolo da raiz quadrada. Em 1545, Gerolamo Cardano publica o método geral para a resolução de equações do 3º grau. Em 1550, Ferrari torna público o método de resolver equações do 4º grau. Em 1591, François Viète aplica, pela primeira vez, a álgebra à geometria. Em 1614, os logaritmos são inventados por Napier. Em 1619, Descartes cria a geometria analítica.
No período compreendido entre o ano 1761 e 1895, muita coisa aconteceu. Johann Lambert prova que o número p é irracional (1761). Leonard Euler, matemático suíço, simboliza a raiz quadrada de -1 com a letra i (de imaginário) (1777). O matemático italiano Paolo Ruffini enuncia e demonstra parcialmente a impossibilidade de resolver equações de 5º grau (1798). Laplace publicou em Paris a Teoria Analítica das Probabilidades, onde faz um desenvolvimento rigoroso da teoria das probabilidades com aplicação a problemas demográficos, jurídicos e explicando diversos fatos astronômicos (1812). Bernhard Bolzano cria o teorema que leva seu nome (1817). O matemático russo Georg Cantor cria a teoria dos conjuntos (entre 1872 e 1895).
Em 1904, o matemático sueco Niels F. Helge Von Koch constrói a curva que leva seu nome. As medalhas Fields são criadas para premiar os matemáticos que se destacam (1924). Em 1975, Mitchell Feigenbaum descobre um modelo matemático que descreve a transição da ordem ao caos. Em 1977, os matemáticos K. Appel e W. Haken resolvem o histórico teorema das quatro cores com a ajuda de um computador.
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